Cantador de Chula

esse canto é meu.

Seleção dos aprendizes sambadores

Na seleção dos quatro assistentes sambadores, ouvimos a direção da ASSEBA e concordamos em selecionar inclusive dois lideres – Rosildo Moreira do Rosário, diretor da ASSEBA , e Fernando Santana , diretor e produtor do grupo Samba Chula de São Braz – que ,apesar da experiência acumulada, alegaram que  precisavam aprender mais com projetos profissionais de pesquisa e produção cultural. Uma outra assistente Ana Lucia Francisca de Anunciação foi selecionada porque é filha do Mestre Quadrado, uma mulher muito engajada na cultura regional da Ilha e com vontade e garra para aprender as funções de produtora e liderança, sem ter tido oportunidade de exercê-las. Paulo de Almeida Santos foi o selecionado na região do Semi-árido, pois o conhecemos através do trabalho com Bule-Bule nesta região e se revelou como jovem líder da comunidade local, demonstrando muito conhecimento e interesse pela cultura e um poder de agregação e articulação muito grande.

(Por Katharina Dohring).

Sambadores aprendizes: ação em parceria com a ASSEBA

A parceria com a Associação dos Sambadores e Sambadeiras do Estado da Bahia tem sido estável durante todo projeto e já era prevista na fase de concepção, em apoio ás medidas de preservação e revitalização do Samba de Roda, desde que foi consagrado  a patrimônio imaterial da Humanidade pela UNESCO. Uma das questões fundamentais é a participação de assistentes sambadores de modo a integrar as pessoas da zona rural em projetos de pesquisa e produção cultural, possibilitando a aprendizagem e o estágio prático que os incentivariam a desenvolver os próprios projetos em torno do samba de roda nas suas comunidades. O trabalho com os assistentes sambadores foi definido por região e cada assistente ficou responsável por quatro mestres na sua respectiva região para acompanhar o trabalho, manter os contatos com eles, levantar todos os dados necessários e mediar e combinar datas e viagens e gravações.

(Por Katharina Dohring)

Viola Machete: de Portugal para o Brasil colônia.

O machete é um tipo de viola de 10 cordas, dispostas no corpo do instrumento em 5 duplas de cordas, tal como as violas conhecidas em todo o Brasil como “violas caipiras”. Possui tamanho bem menor e timbre bem mais agudo e “brilhante” do que o violão, p. ex. Estes instrumentos de origem portuguesa chegaram ao Brasil durante o período colonial e logo se disseminaram pelo país, vindo a se tornar um dos instrumentos de cordas mais utilizados na música brasileira. O machete foi assimilado também pelos africanos trazidos para a região do Recôncavo Baiano, e acabou sendo incorporado às suas tradições musicais de modo tão peculiar que pode-se dizer que estes “africanizaram” a antiga maneira “portuguesa” de tocar a viola. Uma das tradições musicais em que o machete tem importância fundamental é no Samba de Viola e no Samba Chula, entre outras variações do Samba de Roda.

(Por Cássio Nobre)